Lista da Forbes reúne 20 mulheres inovadoras nas agtechs

Conheça quem são as profissionais que estão desafiando o futuro com ideias, projetos e empresas para um agro mais sustentável.


Startups são universos predominantemente masculinos, mas cada vez mais presenciam uma onda de mulheres à frente desses canais de inovação. A quarta edição do Mapeamento de Comunidades, apresentado pela Abstartups (Associação Brasileira de Startups) no final de 2021, mostra que 16,9% das startups de todos os setores têm mulheres no grupo dos fundadores. No ano anterior eram 15,7%. O Radar Agtech 2020/21, um mapeamento específico das startups do agro brasileiro apontam 1.576 iniciativas.


A presença de mulheres nestes espaços tende a crescer porque cada vez mais elas avançam no terreno da inovação tecnológica. Em um outro levantamento, também do final do ano passado, realizado pelo hub AgTech Garage, de Piracicaba (SP), para as 59% de mulheres que trabalham com inovação dentro da porteira, para as 52% antes da porteira e as 34,3% depois da porteira, há uma certeza em comum: a busca por desafios e soluções de problemas . Não por acaso, na nuvem de palavras desenhadas a partir da pesquisa, “desafio” foi recorrente para definir o que é ser uma mulher que inova o agro.


Neste 8 de março, dia Dia Internacional das Mulheres, uma data para lembrar da história de luta por espaços na sociedade, a ForbesAgro lista um grupo dessas mulheres inovadoras que se dedicam ao campo e à arte de alimentar o mundo. E que venham mais. Confira:



1 – Adriana Lúcia da Silva, da Wolk, Curitiba (PR)

Engenharia agrícola pela UFLA (Universidade Federal de Lavras, MG), Silva é co-fundadora do hub Agtech Garage e CEO da Wolk, agtech com foco em gestão de máquinas a partir dos conceitos de conectividade, gamificação e integração de dados. Antes de assumir o cargo na empresa de tecnologia, trabalhou no CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), na equipe que ajustou os meios de transição da colheita de cana manual para a colheita mecanizada.



2 – Aline Catiusce, da Softsul, Porto Alegre (RS)

Cientista da computação pela Unir (Universidade Federal de Rondônia), desde 2009 Aline Catiusce é COO da Softsul Sistemas, empresa de tecnologia de gestão integrada para o agronegócio. Recebeu em novembro de 2021 o prêmio “Mulheres Inovadoras” da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência. Também participa do projeto “Acelera” do instituto Rede Mulher Empreendedora, que apoia 10 empresas brasileiras lideradas por mulheres para receber mentorias.



3 – Ana Carolina Ferronato, da NetWord Agro, Palotina (PR)

Em 2018, a cientista da computação Ana Carolina Ferronato fundou com o pai, Marcos Ferronato, a NetWord Agro, empresa de soluções de monitoramento de solos e lavouras para prevenção de pragas e doenças. Ela começou como desenvolvedora de software e hoje ocupa o cargo de COO, representando a agtech no programa televisivo Shark Tank, em que vendeu 20% da empresa por R$ 3 milhões para José Carlos Semenzato, um dos maiores franqueadores do país, e Camila Farani, sócia-fundadora da boutique G2 Capital. Ferronato também faz parte do Grupo Mulheres do Brasil, entidade da sociedade civil que levanta a bandeira de uma maior participação da mulher.



4 – Andrea Mesquita, do Território da Carne, São Paulo (SP)

A zootecnista que fundou a startup em 2017 para ser um hub de conhecimento e experimentação da carne bovina, é uma ativista da causa proteína animal. Seu projeto inclui cursos e mentorias para negócios de varejo, entre eles os açougues e casas de carne. A estimativa é que exista cerca de 53.000 casas de carne no Brasil, um setor que demanda por profissionalização. Desde 2019, Mesquista também integra o movimento Carnivorismo Brasil, iniciativa para levar ao informações aos consumidores de carne, como nutrição, saúde e produção animal.



5 – Camila Vargas, da Bioin, Porto Alegre (RS)

Mestre e doutora em fitotecnia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Camila Varas é co-fundadora da Bioin Biotecnologia, empresa de monitoramento e controle biológico de pragas. O principal foco da agtech é avançar na criação do Trichogramma pretiosum que, explicando de modo simples, é um tipo de vespinha que parasita ovos de insetos. Atuando apenas no estado, o plano para 2022 é estender o atendimento a outras regiões do país.



6 – Carla Porto da Silva, da MS Bioscience, Maringá (PR)

A diretora-executiva da MS Bioscience é química industrial, com mestrado em produtos naturais e doutorado na área de química biológica. Atuou por nove anos na área de P&D na indústria cosmética, fez um pós-doutorado fora do Brasil e passou à docência e pesquisa acadêmica. “Em meio a tantas oportunidades de desenvolvimento de projetos de inovação aplicados ao agronegócio, nasceu a ideia de montar a startup em conjunto com outras empreendedoras.” No pacote há soluções em análises químicas para as áreas humana, animal, cosmética, agrícola e alimentícia.



7 – Cynthia Cristina Martins Junqueira, da Espectro, Campinas (SP)

Ela é a diretora de pesquisa, desenvolvimento e inovação da startup de TI que desenvolveu uma plataforma para monitoramento ambiental. Junto ao IAE-DCTA (Instituto de Aeronáutica e Espaço), organização Militar do Comando da Aeronáutica, Junqueira foi pesquisadora na área de micro-ondas e antenas para o setor aeroespacial por 30 anos. “O agronegócio é uma atividade pujante e extremamente importante no cenário mundial”, diz ela. “No Brasil, oferece inúmeras possibilidades, inclusive com correlações com outras áreas, como telecomunicações, Internet das Coisas (IoT), processamento de sinais e inteligência artificial.”



8 – Gabriela Vieira Silva, da Agribela, Bandeirantes (PR)

Ela é sócia-fundadora da Agribela, empresa que atua há quatro anos na criação de tecnologias para o manejo de pragas agrícolas, como o desenvolvimento de atividades voltadas à liberação automatizada de inimigos naturais para o monitoramento das lavouras. Doutora em fitossanidade pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), atua também como head no Centro Biotecnológico da Cana da Uisa, usina sucroalcooleira em Nova Olímpia (MT).



9 – Lidiane Laila Albrecht, da @Tech, Piracicaba (SP)

Ela faz parte do time de frente da agtech  especializada em pecuária, fundada por Tiago Albertini em 2013. Albrecht está há cinco ano na equipe. Formada em análise e desenvolvimento de sistema no IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo), atualmente é a desenvolvedora das aplicações e gerenciamento de banco de dados SQL. Além disso, responde pelo gerenciamento estratégico dos indicadores de tecnologia.



10 – Luiza Reck Munhoz, da LebenLog, Toledo (PR)

Luiza Rech Munhoz é a diretora da LebenLog, agtech criada para desenvolver soluções que possam auxiliar na tomada de decisão no processo logístico de carga, sempre impulsionando o bem-estar dos animais transportados. A médica veterinária possui um mestrado em gestão e inovação na indústria animal pela USP (Universidade de São Paulo).



11 – Juliana Polizel, da Pitaya, Sorocaba (SP)

Mestre em ciências da engenharia ambiental pela USP (Universidade de São Paulo), Juliana Polizel fundou a Pitaya em 2019. A agtech propõe soluções em manejo da irrigação. Antes disso, foi sócia-fundadora da Genos, consultoria ambiental para municípios e empresas na gestão de resíduos sólidos, avaliação de impacto ambiental, entre outros.



12 – Mariana Bonora, da Bart Digital, Londrina (PR)

Advogada, Mariana Bonora começou sua carreira corporativa na Adama, multinacional de agroquímicos. Em 2016, ela fundou a agfintech que desenvolve ferramentas tecnológicas para tornar o financiamento agrícola mais rápido. Além de CEO, atualmente é diretora da Associação Brasileira de Fintechs, onde foi uma das criadoras da vertical de agronegócio.



13 – Mariana Vasconcelos, da Agrosmart, Campinas (SP)

Ela é um dos nomes mais conhecidos no universo da inovação no campo. Em 2017, Mariana Vasconcelos co-fundou a startup para trabalhar com agricultura digital. Aos 23 anos, já era estudante na Universidade na Califórnia, ligada à Nasa, a agência espacial norte-americana. Foi eleita pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) como uma das jovens mais inovadoras do mundo, está na Forbes Under 30 de 2019 e na Lista Forbes 100 Mulheres Poderosas do Agro, de 2021.



14 – Nathália Secco, da Orchestra Innovation Center, Rio Verde (GO)

A formação é de musicista pela Universidade Federal de Goiás, mas Nathália Secco marcou sua carreira ao fundar, aos 28 anos, a Orchestra Innovation Center, centro de inovação para o agro. Hoje, é formada como Venture Capital Executive pela Universidade UC Berkeley e possui um MBA em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Antes de tornar-se CEO do centro, liderou projetos na área de inovação no agronegócio na empresa dos pais, Fertiverde, revenda agrícola do sudoeste goiano. Está na lista Forbes Under 30 de 2020.



15 – Priscilla Veras, da Muda Meu Mundo, Fortaleza (CE)

Em 2017, após atuar por sete anos na Compassion Internacional, ONG que trabalha com crianças em situação vulnerável, Priscilla Vera fundou a Muda Meu Mundo, marketplace que conecta, atualmente, cerca de 160 produtores rurais orgânicos a um grupo de redes de varejo de alimentos. A startup sediada no hub Cubo utiliza dados para avaliar e garantir práticas ESG dos produtores.



16 – Saville Alves, da Solos, Salvador (BA)

Formada em comunicação, Saville Alves sempre foi atraída pelo tema sustentabilidade. Após passar pelo marketing de empresas como Oi, Braskem e AJE Bahia, decidiu fundar o Solos, negócio para promover a economia circular por meio de experiências sustentáveis e mobilização. Um exemplo é o descarte correto das embalagens pós-consumo. Alves também integra o Grupo de Pesquisa Gestão de Baixo Carbono e a Câmara de Inovação para sustentabilidade da cidade de Salvador.



17 – Sheila Xavier, da Fitovision, Londrina (PR)

Doutora em agronomia, Sheila Xavier começou como jovem aprendiz no curso de agronomia da Universidade Estadual de Londrina. Na iniciação científica ela já pendia para a na área de melhoramento e fitopatologia. Daí foi um passo para o empreendedorismo e junto com colegas, em 2016, fundou a agtech para criar softwares que facilitam ensaios e experimentos agrícolas. O mais famoso deles, Syslaudo, realiza análises estatísticas e gera laudos automatizados.



18 – Suikinai Nobre, da Biodiversita Tecnologia, Campinas (SP)

Fundadora da agetch e CRO (Chief Revenue Officer), Nobre é doutora em biotecnologia e processos microbianos pela USP (Universidade de São Paulo), além de pesquisadora em pós-doutorado na Embrapa Meio Ambiente. Seu trabalho na agtech auxilia no desenvolvimento de biofertilizantes e inoculantes e na análise microbiológica de amostras ambientais e comerciais.



19 – Tatiana Fiuza, da Cocriagro, Londrina (PR)

Head de inovação do Cocriagro, hub de inovação para startups do agronegócio, Tatiana Fiuza é mestre em propriedade intelectual e transferência de tecnologia pela UEM (Universidade Estadual de Maringá). No hub, apoia a validação de tecnologias em áreas agrícolas e fomento à inovação para os produtores e startups parceiras do hub.



20 – Vanessa Sabioni, da Agromulher, Campinas (SP)

Ela é engenheira agrônoma e mestre em fitopatologia pela Universidade de Viçosa (MG). Em 2017, criou o portal Agromulher, um espaço de debates, eventos digitais e exposição de conteúdos relacionados à presença feminina no setor. Em 2021, a startup criou um marketplace com produtos e serviços, além de assessoria jurídica para os produtores.



Fonte: Forbes, disponível em: <https://forbes.com.br/forbesagro/2022/03/forbes-20-mulheres-inovadoras-nas-agtechs/>