Meteorologia prevê risco de geada no Sul e Nordeste com mais chuva

No Sudeste e Centro-oeste, o tempo mais seco deve favorecer o trabalho de colheita de cana e reduzir a umidade das lavouras de milho.



A massa intensa de ar seco que predomina sobre a maior parte das áreas produtoras do interior do Brasil mantém ótimas condições para as atividades de colheita da cana-de-açúcar entre o Sudeste e Centro-Oeste. Além disso, também contribui com a diminuição da umidade natural dos grãos de milho segunda safra que, na maior parte das lavouras do centro-sul do país, encontram-se em fase de maturação.


De acordo com a Climatempo, as chuvas mais expressivas para os próximos dias estão previstas para o extremo norte do país e para o litoral nordestino. "Ainda tem alerta de chuva forte e risco de transtornos desde Alagoas até o litoral do Rio Grande do Norte", informa.


Tempo seco previsto para a região central do Brasil prejudica respiração, mas é positiva para colheita de culturas como a cana-de-açúcar (Foto: Pxhere/Reprodução).



Já no Sul do país, uma frente fria atua de forma diferente dos últimos eventos. O sistema tem concentrado instabilidades mais intensas sobre a metade sul do Rio Grande do Sul e não consegue avançar de forma efetiva pelo interior da região. Com isso, não deve provocar chuvas significativas em áreas produtoras do Paraná, no Centro-Oeste e no Sudeste.


Por outro lado, o frio vai ganhar força durante as próximas madrugadas, com aumento de risco para a ocorrência de geadas na região da Campanha e serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. "Não há previsões de frio extremo em áreas produtoras".


Imagem: Internet


Na próxima semana, a frente fria se afasta e dá lugar ao ar seco e frio, que devem predominar ao longo dos próximos dias. "A intensificação do tempo seco no Sul vai favorecer o avanço da semeadura e desenvolvimento dos cultivos de inverno que vinham sendo bastante impactados pelo excesso de umidade", ressalta a Climatempo.


As chuvas devem retornar para o Sul na próxima semana, mas concentradas sobre fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Uma nova frente fria deve avançar somente no dia 10 de julho no centro-sul em geral, acompanhada de um declínio intenso nas temperaturas. Porém, "o frio mais intenso mesmo está previsto para a segunda quinzena do mês de julho".


Fonte: Globo Rural